curadoria
A primeira impressão é de um emaranhado vibrante: raízes que se aprofundam, não apenas na terra, mas em um substrato translúcido, quase líquido. Tons de verde esmeralda e musgo dominam a tela, pontuados por veios de um dourado opaco e finos traços de cinza-metálico, que serpenteiam como rios ou veias. Ao centro, uma figura abstrata, que lembra simultaneamente uma folha em processo de germinação e um diagrama financeiro complexo, irradia uma luz suave, mas insistente. É uma paisagem que pulsa, onde o orgânico e o artificial se entrelaçam sem conflito aparente, convidando o olhar a seguir os múltiplos caminhos que se abrem.
A técnica empregada, com suas sobreposições transparentes e a fusão de elementos díspares, evoca a complexidade dos ecossistemas naturais e dos sistemas econômicos. Há uma sensação de sonho desperto, onde a realidade se dobra para revelar suas engrenagens ocultas. As pinceladas, que ora são suaves e fluidas, ora se tornam nítidas e quase gráficas, sugerem uma narrativa em construção, um processo contínuo de metamorfose. A composição, deliberadamente desequilibrada, cria uma tensão visual que impulsiona o observador a procurar por pontos de ancoragem, por significados latentes nas sombras e nas luzes. O surrealismo aqui não é um escape, mas uma lente amplificada, que distorce para revelar verdades mais profundas, tornando visível o invisível, audível o inaudíve
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