curadoria
Ao primeiro olhar, a obra desdobra-se em uma tapeçaria de formas geométricas rigorosas, onde retângulos alongados e polígonos angulares se sobrepõem e entrelaçam. A paleta é dominada por azuis marinhos profundos, quase pretos, que se fundem com cinzas estratificados, evocando a vastidão e a densidade das profundezas oceânicas. Linhas precisas, ora retas, ora sinuosas, atuam como veias de um sistema complexo, guiando o olhar através de planos transparentes e opacos. Pontos luminosos, em tons de laranja queimado e vermelho-ferrugem, emergem em pontos estratégicos, como sinais de calor ou concentração, quebram a serenidade do azul e impulsionam a composição para um dinamismo latente.
Esta abstração geométrica, intrínseca ao estilo 'data-driven', transcende a mera representação visual. Cada forma, cada interseção, cada tonalidade, é um fragmento de informação, um ponto de dado transfigurado em arte. A técnica evoca a lógica dos algoritmos, a estruturação de grandes volumes de informação e a análise de sistemas complexos. Não há figuras reconhecíveis, mas a inteligência por trás da organização é palpável: é a manifestação visual de correntes invisíveis, de pressões submersas, de fluxos financeiros e energéticos que moldam realidades. As camadas translúcidas sugerem a sobreposição de variáveis, a interdependência de fatores, a teia intrincada de causas e efeitos em um cenário global
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