curadoria
À primeira vista, o olhar é atraído para uma balança antiga, de pratos desiguais, suspensa no vácuo de um céu crepuscular. Ao redor, fragmentos de calendários desfolhados flutuam como promessas esquecidas ou dias recém-liberados. Uma folha de papel dobrada, quase um pássaro em repouso, aguarda o voo, banhada por uma luz filtrada.
A paleta, dominada por azuis profundos e ocres quentes, emoldura essa cena como uma memória distante, porém nítida. O surrealismo editorial se manifesta na justaposição de elementos aparentemente desconexos, convidando a mente a construir pontes, a decifrar a lógica intrínseca a um sonho. A composição, embora fragmentada, mantém um equilíbrio visual que confere à cena uma gravidade silenciosa, uma ponderação sobre o que é medido e o que é concedido. Há uma ordem oculta por trás da fluidez das formas, abraçando uma precisão poética.
É nesse silêncio que a obra dialoga com as interações humanas e institucionais. Os pratos da balança, antes desiguais pelo peso do aguardo, agora buscam equilíbrio, sugerindo alívio, uma reconfiguração do 'devido'. Os calendários, antes marcados pela urgência do julgamento, desprendem-se, libertos, indicando uma pausa na contagem, um fôlego concedido. A folha alada simboliza a leveza da resolução, a possibilidade de um voo mais desimpedido. A obra reflete o balé entre lei e vida, espera e liberdade, carga e alívio que redefi
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Decisão também se aplica aos primeiros 15 dias de afastamento por doença, beneficiando empresas em disputas fiscais.
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