curadoria
A obra desdobra-se diante do observador, revelando inicialmente um cartão de crédito transfigurado. Não mais um objeto de plástico trivial, mas uma tábua de pedra, antiga e pesada, com rachaduras profundas que convergem para o centro. Desta fissura, emergem engrenagens enferrujadas e corroídas, algumas plenamente visíveis, outras semi-submersas em um corpo d'água turvo, cujas águas refletem um céu pesado, carregado de cinza. Uma mão, quase etérea em sua translucidez, estende-se em primeiro plano, seus dedos buscando apreender ou talvez libertar-se de algo que se evade, uma tensão palpável no gesto.
A paleta cromática, composta predominantemente por tons dessaturados de sépia, ocre e azul-cinzento, estabelece uma atmosfera de melancolia e reflexão profunda. A técnica, marcada pela justaposição de elementos díspares, como a aspereza da pedra contra a maleabilidade da água e a precisão mecânica das engrenagens em contraste com a organicidade da mão, evoca um surrealismo de caráter editorial. A composição fragmentada, quase um recorte de uma realidade subvertida, sugere um sistema complexo e multifacetado, onde as interações nem sempre seguem uma lógica aparente, apontando para uma disfunção inerente, uma falha na engrenagem invisível.
Esta narrativa visual imerge nas implicações de uma confiança desviada. As engrenagens, metáforas de acordos e mecanismos financeiros, revelam-se
matéria
Cartão de crédito consignado e a incompatibilidade com a boa-fé objetiva
STJ reforça nulidade de contratos abusivos, mas timing revela engrenagem oculta
ler matéria completa →