
Horizonte Prateado, Raízes Profundas
O olhar é atraído por uma figura central, quase totêmica, que se ergue sobre uma base fragmentada. Geometrias reminiscentes de arquiteturas e mapas desconstruídos formam sua massa principal. Predominam ocres e terras, com veios cinzentos que capturam a luz de um crepúsculo. Evoca um peso de história acumulada e uma maleabilidade, como se a própria estrutura estivesse em constante redefinição, convidando a uma decifração atenta de sua complexidade inicial. A técnica de colagem digital, com sobreposição de texturas e planos, dialoga com o cubismo sintético e narrativas editoriais. Fragmentos e linhas quebradas expõem camadas subjacentes da realidade. O surrealismo emerge na fluidez entre o visível e o insinuado: raízes brotam do concreto, nuvens se desfazem em engrenagens, construindo uma paisagem onírica onde tempo e experiência se reconfiguram. A precisão gráfica confere autoridade à cena, mesmo na estranheza. Nesta tapeçaria visual, a obra comenta resiliência e transformação. Raízes que se aprofundam e expandem em terreno fragmentado sugerem a vitalidade e o valor de ciclos vividos. Interrupções na composição refletem obstáculos inerentes a qualquer ascensão ou reconhecimento de potencial. É uma meditação sobre a força que se consolida através do tempo, redefinindo o lugar na trama social. A paisagem é contraste: legado, inovação, memória e um futuro tecido com fios de prata