curadoria
A obra se desvela em um crepúsculo perpétuo, onde formas espectrais emergem de um abismo de tons de ébano e ametista. Mãos delineiam o centro, não como presenças sólidas, mas como sussurros de gestos, flutuando em um espaço de penumbra. Seus contornos fluidos, quase dissolvendo-se, sugerem transitoriedade, uma delicadeza beirando a fragilidade. Não há rostos, apenas a linguagem silenciosa dos dedos e palmas, em um balé que busca ou repele algo intangível, imersas em quietude reverente.
A técnica mergulha o observador em um pesadelo onírico. A paleta de azuis profundos e roxos quase negros cria melancolia intrínseca. Inspirada no simbolismo e chiaroscuro moderno, cada pincelada dissolve a fronteira entre o real e o etéreo. A luz, escassa e difusa, não ilumina, mas revela em partes, acentuando o mistério, um segredo guardado. Há uma gravidade nas cores, um peso silencioso que impregna o ar, evocando apreensão e uma beleza sombria. A composição assimétrica guia o olhar por uma espiral de incerteza, substituindo o conforto da clareza pela sedução do indecifrável.
Nesse universo de sombras e gestos etéreos, a obra dialoga com a prevenção sem enunciá-la diretamente. As mãos, centrais, representam a dualidade da vulnerabilidade e da proteção. Podem ser portadoras de algo invisível, mas também detentoras de poder de purificação. A atmosfera de leve apreensão, um silêncio que precede
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Higienização das mãos é destaque em campanha mundial de prevenção
Prática simples pode reduzir infecções hospitalares e salvar vidas, especialmente em regiões com grandes centros médicos.
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