curadoria
A primeira visão revela linhas verticais, ora firmes, ora esmaecidas, erguendo-se como hastes frágeis ou colunas de fumaça. Tons de cinza-azulado dominam, permeados por manchas de um vermelho terroso, quase ferro oxidado. Uma dança sutil entre solidez e desintegração; formas sugerem silhuetas longas, talvez humanas, ou montanhas distantes, envoltas em névoa. O olhar é convidado a seguir a ascensão e queda dessas massas de cor, percebendo os vazios que as separam, tão significativos quanto as formas preenchidas.
A técnica, herdeira do sumi-ê e da caligrafia oriental, imprime à obra uma fluidez que desafia a permanência. Cada pincelada, de tinta diluída ou traço denso, evoca a passagem do tempo, a impermanência. A aquarela e o nanquim não permitem correções, apenas aceitação do fluxo. Isso confere espontaneidade, onde a fragilidade das bordas esmaecidas dialoga com a força da linha central. Há uma melancolia intrínseca a essa delicadeza; uma beleza que reside na efemeridade e na resiliência do que resta.
Nesse campo de silhuetas e vazios, a obra sussurra presenças e ausências. Linhas evocam paredes, véus ou pegadas, convidando à reflexão sobre o que permanece e se dissolve. O vermelho, tom contido como ferida antiga, pontua a paisagem, lembrando dor camuflada. Sem ponto focal, mas com elementos conectados por fio invisível, a composição sugere interligação de destinos, a resson
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