curadoria
A obra se revela um labirinto de linhas e planos, explosão de informações visuais. Cores primárias e secundárias, vibrantes e translúcidas, traçam estrutura que, a princípio, parece coesa, mas logo expõe descontinuidades. Traços que se cruzam e repelem, como artérias em tensão, mapeando espaço arquitetônico. Ângulos agudos e perspectivas sobrepostas criam profundidade. Blocos de cor translúcidos flutuam sobre o azul escuro do blueprint, sugerindo volumes. Uma dança geométrica onde a ordem do projeto encontra a desordem iminente.
A técnica "multicolor constructivist blueprint" é o cerne desta exploração. Evoca a precisão da engenharia com a expressividade do construtivismo. Linhas, símbolos de solidez, aqui desvendam a fragilidade, tornando-se metáforas para tensões internas, fissuras que, de invisíveis, se tornam visíveis. O azul profundo do blueprint, base do planejamento, serve de palco para tonalidades de alerta e instabilidade – vermelhos, amarelos, verdes. Essa paleta vibrante comunica pressões e a lenta metamorfose. Transparência das camadas convida a mergulho analítico, a desmontar visualmente o edifício em suas falhas.
Contemplar esta obra é introspecção sobre edificações e tempo. Não ilustra diretamente o laudo, mas interpreta visualmente a "patologia estrutural". O barracão da matéria, com descolamentos e esfarelamento, ecoa nas linhas que se desconectam, nos planos
matéria
Laudo aponta patologias em estrutura de barracão após vistoria técnica
Descolamentos, fissuras e esfarelamento do concreto foram identificados em análise pericial realizada em edificação de uso comercial
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