curadoria
A tela se abre em um crepúsculo perpétuo, onde tons de azul-noite e cinzas-profundos tecem uma paisagem densa. No centro, uma forma tênue e indistinta repousa, quase absorvida pela penumbra. A luz, escassa e etérea, mal rompe o véu de sombras, acentuando um tempo suspenso, uma quietude opressora. Há um silêncio visual que precede qualquer som.
A técnica, deliberadamente turva e onírica, dilui contornos, transformando figuras em sugestões etéreas. Essa imprecisão convida à introspecção, evocando o limiar entre o sonho e o pesadelo, onde a mente busca decifrar o indizível. Pinceladas densas tecem uma atmosfera de ansiedade e esperança, um balé macabro na neblina da incerteza. A escuridão, entidade ativa, é um véu que protege e ameaça, revelando a frágil pulsação contida no coração da obra.
A obra transcende a representação, tornando-se um portal para o limiar da vida, aquele instante de hesitação entre o silêncio e o som. Capta a suspensão do tempo quando o alento se torna prece, e o mundo se reduz à espera de um sopro vital. A ausência de detalhes convida a preencher os vazios com apreensões, com a memória da vulnerabilidade que acompanha cada novo início. É o eco de um grito não dado, um vislumbre de batalha invisível, um lembrete sombrio da precariedade que paira sobre o mais puro começo. A obra, em sua quietude, não narra, mas *sente*, convidando a confrontar o frágil limiar
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