curadoria
O olhar é capturado por uma urna de votação monumental, flutuando num vazio profundo. Sua superfície, um mosaico de fissuras luminosas, desvela a fragilidade estrutural do inabalável. Abaixo, uma balança de justiça classicamente estilizada oscila em desequilíbrio perturbador, pratos vazios, tensionados por força invisível. A composição, um palco surreal, transforma o concreto em vapor.
A paleta é um crepúsculo eterno: azuis-marinhos e cinzas dominam, pontuados por ecos de carmesim e lampejos de ouro envelhecido, criando atmosfera de suspense. O estilo, fundindo realismo onírico com abstração expressionista, permite que formas reconhecíveis se dissolvam em texturas informes, evocando a maleabilidade da verdade. Traços, nítidos e difusos, simulam memórias que se recusam a ser plenamente apreendidas. A técnica questiona a solidez do que se apresenta como final.
Nesta paisagem, a obra tece diálogo silencioso com a ideia de reexame e contestação. A urna, símbolo de consenso outrora estabelecido, é agora objeto de escrutínio, suas fraturas expondo o delicado equilíbrio do poder e a natureza velada das decisões. A balança pende não por peso físico, mas pela pressão de interrogação que ressurge meses após veredito supostamente selado. Não há vencedores explícitos, apenas a representação de processo em fluxo, de memória institucional que se recusa ao esquecimento, exigindo novo sopesar
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