curadoria
O olhar é guiado por uma tapeçaria fluida de azuis serenos e rosas pálidos, desdobrando-se em névoa aquática, quase etérea. A composição, de suavidade envolvente, flutua, convidando à contemplação. Um movimento sugerido, um rio de cores que se entrelaça, contorna formas que se insinuam como paisagens oníricas, silhuetas que se dissolvem no ar. Luz difusa banha a cena, em contraste sutil com sombras densas, segredos do pigmento. A visão acalma, mas desperta um presságio silencioso.
A técnica, inspirada no sumi-ê e na pintura oriental, transcende a representação. Pinceladas translúcidas falam de transitoriedade, da beleza na impermanência. Os vazios, essenciais, dialogam com a filosofia do Ma japonês, sugerindo espaço para reflexão e ausência. Aguadas se espalham como orvalho, criando transições orgânicas; a leveza dos materiais reflete a fragilidade da existência, evocando paz efêmera.
Nesta quietude pictórica, a obra ressoa com narrativas humanas, sem explicitá-las. Formas que se dissipam, tons que se esvaem, sugerem um caminho interrompido, um horizonte fechado. O fluir das cores encontra barreira invisível, um ponto de inflexão que altera sua trajetória, deixando rastro de delicada ausência. Melancolia sutil permeia a tela, um lamento silencioso que murmura através da justaposição de luz e sombra. É um convite a sentir a delicadeza de um ciclo incompleto, a contemplar a bel
matéria
Quem era a estudante de medicina catarinense morta a facadas no Paraguai
Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, foi encontrada morta em Ciudad del Este; ex-namorado é o principal suspeito.
ler matéria completa →