25% dos jogos da Copa de 2026 terão calor insalubre, aponta estudo
Pesquisa do Imperial College alerta para risco de estresse térmico em sedes como Miami e Dallas.
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Um estudo publicado nesta quinta-feira (14) pelo World Weather Attribution (WWA), grupo de cientistas liderado pelo Imperial College de Londres, aponta que 25% dos jogos da Copa do Mundo de 2026, sediada nos EUA, México e Canadá, devem ocorrer sob condições insalubres de calor. A análise utilizou o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), que considera temperatura e umidade, para avaliar o estresse térmico nos 104 jogos programados. Segundo o estudo, 28°C IBUTG equivalem a cerca de 38°C em condições secas ou 30°C com alta umidade, nível considerado perigoso para atletas e torcedores. Friederike Otto, professora de Ciência do Clima e líder do WWA, destacou que mais da metade do aquecimento global registrado ocorreu após 1994, aumentando os riscos. A final da Copa de 1994, disputada sob 38°C, pode servir de exemplo, mas o estudo mostra que a situação atual é ainda mais crítica, com 50% de chance de a decisão de 2026 ser prejudicada pelo calor.
A Copa do Mundo de 2026, primeira edição com 48 seleções e 104 jogos, enfrenta um desafio climático sem precedentes. O estudo do WWA revela que o aquecimento global, intensificado desde 1994, transformou o verão norte-americano em uma ameaça para a competição. Sedes como Miami e Dallas, conhecidas por temperaturas extremas, podem registrar até 46°C, recorde histórico de calor em Copas. O uso do IBUTG, método que combina temperatura e umidade, destaca o risco de estresse térmico, especialmente para atletas em atividade intensa. Além disso, o horário dos jogos, ajustado para atender ao público europeu, agrava o problema ao coincidir com o pico do calor diurno. A preocupação não é apenas com os jogadores, mas também com a saúde dos torcedores, que enfrentarão condições insalubres nas arquibancadas. O estudo reforça a necessidade de medidas de adaptação, como mudanças nos horários das partidas e investimentos em infraestrutura para mitigar os efeitos do calor extremo.