52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro
Pesquisa Genial/Quaest mostra divisão de opiniões após veto presidencial ser derrubado pelo Congresso.
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
Uma pesquisa Genial/Quaest realizada entre 8 e 11 de maio de 2026 revelou que 52% dos brasileiros são contra a redução das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Apenas 39% dos entrevistados se disseram favoráveis à medida. O levantamento ocorreu após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de dosimetria, que prevê a redução de penas. Em dezembro de 2025, quando o projeto foi aprovado pela primeira vez, os grupos contrários e favoráveis estavam empatados, com 46% cada. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação da lei até que a Corte analise ações que questionam sua constitucionalidade. A pesquisa também apontou que 54% dos entrevistados acreditam que o projeto foi aprovado para reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 34% entendem que a proposta visa beneficiar todos os condenados. Outros 12% não souberam opinar ou não responderam.
A pesquisa Genial/Quaest reflete o clima político polarizado no Brasil três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A discussão sobre a redução das penas dos envolvidos ganhou destaque após o Congresso derrubar o veto presidencial ao projeto de dosimetria, um tema que divide opiniões desde sua primeira aprovação em dezembro de 2025. O fato de 54% dos entrevistados associarem a medida ao ex-presidente Jair Bolsonaro indica a percepção pública de que a lei pode ter motivações políticas específicas. A suspensão da aplicação da lei pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, adiciona uma camada de judicialização ao debate, reforçando a influência do Supremo Tribunal Federal em questões políticas sensíveis. Esse cenário sugere que a polarização política continua a moldar a opinião pública e as decisões legislativas no país, mesmo após anos dos eventos que marcaram o início de 2023.