A invencível ligação do Arsenal com a África
Histórico de diversidade e sucesso nos anos Wenger reforça laços continentais que se renovam em nova final da Champions
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A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
O Arsenal não joga apenas em Londres — joga também em Nairóbi, Acra e Lagos. A volta dos Gunners à final da Champions League após quase duas décadas reacende uma conexão peculiar: a paixão africana pelo clube inglês. Nos anos Wenger, entre 1996 e 2018, o Arsenal montou um mosaico multicultural digno da Premier League: Henry, com raízes antilhanas; Campbell, filho de jamaicanos; Touré, marfinense; Kanu, nigeriano; Adebayor, togolês. Para torcedores como Nana Owiti, influenciadora queniana com milhões de seguidores, a identificação era direta: 'Eu podia me ver naqueles jogadores'. A estratégia de diversidade de Wenger, o técnico francês que comandou o clube por 22 anos, não era apenas tática — era também política. Hoje, enquanto o Arsenal se prepara para enfrentar o PSG em busca do título europeu, o continente africano torce com a mesma devoção de duas décadas atrás, quando o clube jogava com nove negros entre os 11 titulares. A história se repete, mas agora com um novo capítulo: o Arsenal pode finalmente escrever sua redenção continental.