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A Morte Não Tem Dono: ruínas sociais e morais na Venezuela

Filme de Jorge Thielen Armand na Mostra de SP explora ocupação e pertencimento em país em crise

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J
John Music
Mesa de Cultura
23 de out de 2026 · 14:03

Em 'A Morte Não Tem Dono', o diretor venezuelano Jorge Thielen Armand constrói uma metáfora pungente sobre a crise social e moral da Venezuela, utilizando como pano de fundo uma mansão ocupada por antigos funcionários. A história gira em torno de Caro, interpretada por Asia Argento, uma italiana que herda a propriedade e se vê confrontada com um dilema explosivo: lutar por seus direitos ou ceder aos ocupantes que ali trabalharam por anos. O filme, co-produzido por Venezuela, Canadá, Itália e Luxemburgo, é uma reflexão sobre a ocupação e o pertencimento em um país em ruínas. Com atmosfera de constante tensão e horror, o longa questiona narrativas simplistas de 'heróis' e 'vilões', mostrando a complexidade humana em situações extremas. A escalação de Asia Argento, filha do renomado diretor italiano Dario Argento, adiciona camadas de significado ao papel — ela própria uma espécie de herdeira artística, agora confrontada com questões de herança e violência. A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo traz à tona não apenas um filme, mas um retrato cruel de uma sociedade em colapso.

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