Abertura da Copa 2026: Ritmo acelerado e nostalgia calculada
Cerimônia no México equilibra apelo global e referências locais, com Shakira liderando o espetáculo
A cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2026 no Estádio Azteca, na Cidade do México, optou por um ritmo acelerado que lembrava mais um show de intervalo do que um evento solene. Artistas latinos se revezaram em sequência rápida, com Maná abrindo o espetáculo e Shakira encerrando como principal atração, ao lado do nigeriano Burna Boy, com a música 'Dai Dai' — uma tentativa explícita de replicar o sucesso de 'Waka Waka' (2010). A estratégia de nostalgia funcionou parcialmente, mas o formato apressado sugeriu uma produção mais preocupada em agradar algoritmos de streaming do que criar momentos memoráveis. Bonecos Labubus substituíram as mascotes oficiais, enquanto as bandeiras das 48 seleções foram carregadas ao centro do gramado, recebendo aplausos para o México e vaia para os EUA. Ainda assim, o tom foi mais de entretenimento globalizado do que de celebração autêntica da cultura local.