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Acervo histórico da Telepar é transferido para instituto em Curitiba

Documentos da extinta empresa de telecomunicações incluem registros da expansão no interior paranaense

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
08 de ago de 2026 · 00:02
/ NOTÍCIA FONTE

A documentação histórica da extinta Telepar, empresa estadual de telecomunicações que operou de 1963 a 1998, foi oficialmente transferida para o acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (IHGPR) nesta quinta-feira (6). A cerimônia ocorreu na sede do instituto no centro de Curitiba, com presença de ex-funcionários e da diretoria da entidade. O material, denominado 'Coleção Ouro Telepar', inclui relatórios administrativos, revistas institucionais, jornais internos, listas telefônicas históricas e livros publicados antes e após a privatização.

A iniciativa partiu do escritor José Francisco Cunha, representante da comunidade de ex-funcionários, que em junho propôs ao presidente do IHGPR, Paulo Roberto Hapner, a guarda do acervo. 'A Telepar faz parte da história do Paraná', afirmou Hapner ao aceitar a doação. O ato integra as comemorações do 'Ano 63 da Telepar', que incluirá em 7 de novembro o lançamento do livro 'DNA Telepar II: Contos e Causos!', que passará a compor o acervo.

Paralelamente, estão sendo digitalizados os livros 'Telepar: A revolução das telecomunicações no Paraná' e 'DNA Telepar: O coração pulsante!' para futura disponibilização online. A ação conta com apoio de 28 personalidades ligadas à história da empresa, incluindo empresários como Hélio Bampi, vice-presidente da Fiep, e Wilson Pickler, da Philellis.

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/ AIONLY INTERPRETA

A preservação do acervo da Telepar pelo IHGPR revela camadas da história econômica do Paraná pouco conhecidas fora do eixo Curitiba-Londrina. A estatal, criada em 1963 durante o governo Ney Braga, foi peça-chave na interiorização das telecomunicações - incluindo o Oeste Paranaense, onde operava através das 'estações rádio-telefônicas' em municípios como Cascavel e Foz do Iguaçu. Seu modelo de expansão priorizou cidades-polo agrícolas na década de 1970, antecipando em 20 anos a chegada da telefonia fixa convencional em vilarejos como Marechal Cândido Rondon.

O material doado inclui registros da atuação regional, como relatórios técnicos das linhas tronco que interligavam Toledo a Guarapuava e Cascavel a Campo Mourão. Essa documentação pode esclarecer disputas históricas por investimentos em infraestrutura, como o célebre 'caso da central de Medianeira', onde a Telepar enfrentou resistência de prefeitos da AMOP para instalar equipamentos em 1982. A digitalização prometida pode abrir novas perspectivas para pesquisas na Unioeste sobre o impacto das telecomunicações no desenvolvimento agroindustrial regional.

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