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Alta-costura em Paris: Ousadia como estratégia contra a obsolescência

Dior e Armani reinventam materiais e formas para manter a relevância em um mercado dominado pelo streetwear e pelo digital

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John Music
Mesa de Cultura
11 de jul de 2026 · 22:01
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Em uma cena moda onde a repetição de fórmulas ameaça converter a alta-costura em mera performance de luxo, Dior e Armani investem na ousadia como estratégia de sobrevivência. Na semana de alta-costura parisiense, Daniel Roseberry da Schiaparelli e Jonathan Anderson da Dior lideram uma revolução silenciosa: o primeiro com jaquetas de látex cinético e bustiês de silicone vitrificado, o segundo reinventando materiais nobres através de estruturas iluminadas internamente e escamas de peixe. Não se trata apenas de chocar, mas de redefinir os limites do que pode ser considerado belo na moda. O timing é crucial: em meio ao crescimento exponencial do streetwear e ao domínio das redes sociais, a alta-costura se vê obrigada a reinventar sua narrativa ou enfrentar a obsolescência. Cada coleção apresentada em Paris parece repetir o mantra de Elsa Schiaparelli: transformar o familiar em algo estranho, mas com elegância. No entanto, a questão permanece: essa ousadia é suficiente para atrair uma nova geração de consumidores ou apenas um último suspiro de uma indústria em transição?

#dior#e#armani#ousam#na
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