Aluguel residencial sobe 0,29% em agosto, segundo FGV
Índice acumula alta de 5,09% em 12 meses, com destaque para Belo Horizonte e São Paulo.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 0,29% em agosto de 2026, após um aumento de 0,66% em julho. O índice acumula uma elevação de 5,09% nos últimos 12 meses. O IVAR foi criado para monitorar a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais no Brasil, utilizando dados de contratos assinados entre locadores e locatários, intermediados por empresas administradoras de imóveis. Anteriormente, a FGV coletava informações apenas de anúncios de locação, e não dos valores efetivamente negociados. Entre as capitais analisadas, São Paulo teve alta de 0,30% em agosto, enquanto o Rio de Janeiro registrou aumento de 0,24%. Belo Horizonte liderou o crescimento com 1,05%, enquanto Porto Alegre foi a única capital a apresentar queda, com recuo de 0,14%. Na análise interanual, Belo Horizonte destacou-se com uma taxa de 8,47% em 12 meses, seguida por São Paulo, que passou de 4,33% para 4,58%. Porto Alegre e Rio de Janeiro apresentaram desacelerações, com taxas de 3,36% e 6,37%, respectivamente.
A alta dos aluguéis residenciais em agosto reflete um cenário de ajustes pós-pandemia, onde a demanda por moradia continua pressionando os preços, especialmente em capitais como Belo Horizonte e São Paulo. A criação do IVAR pela FGV representa um avanço na precisão dos dados, ao focar em contratos efetivamente assinados, em vez de anúncios. Esse método permite uma leitura mais fiel do mercado imobiliário, que enfrenta desafios como a escassez de oferta e o aumento dos custos de construção. Em cidades como Porto Alegre, a queda nos aluguéis pode indicar uma saturação do mercado ou uma migração para áreas periféricas, onde os preços são mais acessíveis. Já o Rio de Janeiro, com sua desaceleração próxima da estabilidade, sugere um equilíbrio entre oferta e demanda, embora ainda pressionado por fatores como o turismo e a retomada econômica. Essas variações regionais destacam a importância de políticas públicas que incentivem a construção de moradias populares e a regularização do mercado de locação, visando a estabilidade dos preços e o acesso à moradia digna.