Anac investiga transporte clandestino em helicóptero envolvido em acidente
Colisão no Rio deixou seis mortos e levantou suspeitas sobre operação irregular
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu investigação para apurar se um dos helicópteros envolvidos em grave acidente no Rio de Janeiro, na última semana, operava transporte clandestino. A colisão entre duas aeronaves deixou seis mortos, incluindo dois pilotos e quatro passageiros. O acidente ocorreu próximo à Baía de Guanabara, em área de intenso tráfego aéreo. A Anac destacou que verificará a regularidade das operações, incluindo licenças, manutenção e condições de voo. O segundo helicóptero, pertencente a uma empresa de turismo, estava em operação regular no momento do acidente. Autoridades locais já iniciaram a perícia técnica para determinar as causas exatas do choque.
O caso do helicóptero suspeito de transporte clandestino no Rio de Janeiro traz à tona uma prática que tem preocupado autoridades em todo o país, especialmente em regiões com intensa atividade agrícola e logística, como o oeste do Paraná. Na fronteira tríplice, operações irregulares de aeronaves são comuns para transporte de mercadorias e pessoas, muitas vezes ligadas ao contrabando e ao descumprimento de normas aduaneiras. A Anac, que já realizou operações de fiscalização em cidades como Foz do Iguaçu e Guaíra, tem enfrentado desafios para coibir essas atividades. O acidente no Rio pode ampliar o debate sobre a necessidade de maior controle do espaço aéreo, principalmente em áreas de alto risco operacional.