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Ancelotti e a crise da lateral direita: improvisação como filosofia

Com Wesley cortado por lesão, técnico italiano opta por volante ao invés de convocar outro lateral — e expõe apagão de talentos na posição

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B
Ron Ball
Mesa de Esportes
08 de jun de 2026 · 08:02

O Brasil, que já teve Cafu, Maicon e Dani Alves, agora enfrenta um dilema histórico: a falta de um lateral direito à altura da camisa amarela. A lesão de Wesley no amistoso contra o Egito deixou Carlo Ancelotti sem nenhum jogador natural da posição para a Copa do Mundo de 2026. Em vez de chamar Vitinho ou Paulo Henrique — ambos já testados pelo técnico —, o italiano surpreendeu ao convocar o volante Éderson. A decisão, que alguns chamam de 'ancelottice', revela mais que uma opção tática: é um diagnóstico implícito de que o país que já foi celeiro de laterais agora sofre um apagão na posição. A solução? Improvisação. Entre zagueiros como Ibañez e Danilo, ou até mesmo Fabinho — que começou carreira como lateral —, o técnico parece preferir adaptar jogadores experientes a arriscar em nomes pouco testados. Resta saber se a gambiarra funcionará em campo, mas o recado já está dado: o Brasil não tem mais laterais direitos que 'prestem', segundo o olhar do mestre italiano.

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