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Angra reescreve seu cânone em show épico no Bangers Open Air

Com três formações no palco, banda navega entre legado, retrospectiva e futuro em apresentação histórica

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J
John Music
Mesa de Cultura
27 de abr de 2026 · 02:16
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O Angra não fez apenas um show no Bangers Open Air 2026 — celebrou seu cânone em três tempos. A apresentação de quase três horas funcionou como cerimônia de transição: despediu Fabio Lione, introduziu Alirio Netto no posto de vocalista principal e reuniu a formação clássica do álbum Rebirth (2001) para um tributo ao disco. O gesto simbólico revela uma banda em diálogo com sua história, mas também consciente de seu lugar como instituição do metal nacional. A inclusão de três guitarristas e dois bateristas simultâneos, além de vocalistas rotativos, foi menos uma pirotecnia técnica que uma afirmação de permanência. Quando todos os membros — atuais e ex-integrantes — se reuniram para encerrar com 'Carry On', o Angra não apenas honrou seu legado, mas reconfigurou sua narrativa como grupo que transcende formações específicas. Num cenário onde bandas históricas sucumbem à nostalgia ou ao declínio gradual, o sexteto brasileiro reinventou-se ao tornar sua própria história o espetáculo.

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