Big Techs e o controle da narrativa: o novo jogo de poder
Evento internacional alerta sobre a ascensão das plataformas como conglomerados midiáticos e seu alinhamento com governos autoritários.
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O evento 'Como cobrir as Big Techs e superar a captura corporativa', realizado pela Pública em parceria com organizações internacionais como o Clip e o Lighthouse Reports, reuniu mais de 100 jornalistas no Festival Internacional de Jornalismo em Perugia, Itália. Liderados por nomes como Julia Angwin, pioneira em investigação de algoritmos, e Frederik Obermaier, do caso Panama Papers, os debates exploraram o papel das Big Techs como novos conglomerados de mídia. A discussão destacou como essas empresas estão se alinhando a governos autoritários, controlando algoritmos para moldar narrativas e influenciar a opinião pública. O evento foi realizado sob as 'Chatham Rules', o que garantiu um ambiente de discussão aberta e franca, sem gravações ou citações diretas.
O evento em Perugia não foi apenas uma reflexão sobre o poder das Big Techs, mas um sinal de alerta sobre sua crescente influência política e midiática. A comparação com conglomerados de mídia tradicionais expõe uma estratégia clara: monopolizar o fluxo de informações para servir a interesses autoritários. O timing do evento não é casual — as Big Techs estão sob escrutínio global, especialmente após alianças como a de Elon Musk com o X e Donald Trump com a Truth Social. Essas plataformas não só controlam algoritmos, mas também redefinem o que é 'verdade' para milhões de usuários. A omissão no debate? O papel dos governos democráticos que, muitas vezes, fecham os olhos para essa captura corporativa em troca de apoio político ou econômico. Enquanto isso, a espiral do silêncio cresce: quem ousa criticar as Big Techs publicamente pode ser silenciado por algoritmos ou perseguição digital.