Cade abre a porteira: clubes ganham direito de pular fora do bloco da FFU
Superintendência garante liberdade de saída, mas dívidas antigas continuam na cola como zagueiro marcando no setor
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
O Cade acaba de sacar o cartão amarelo para a FFU. Em decisão que mistura Direito Constitucional com futebol de boteco, a Superintendência determinou que a Federação precisa garantir o direito de saída aos clubes — como se fosse aquela cláusula de rescisão contratual que todo jogador sonha ter. Mas atenção: a medida tem cheiro de 'liberou geral' só na superfície. As dívidas herdadas dos tempos de União vão continuar coladas nos clubes como marcação homem-a-homem. O que muda é o direito de sair do bloco sem precisar de um habeas corpus para escapar da relação abusiva. A jogada do Cade revela o xadrez por trás do tapete verde: enquanto a FFU tenta manter o monopólio do jogo, os clubes ensaiam seus passes de saída. Resta saber quem vai bancar o juiz de fato nessa partida — porque no futebol brasileiro, como na política, todo mundo sabe que a teoria da livre concorrência costuma perder para a velha lei do mais forte. A bola agora está com os clubes: vão encarar o tranco ou preferem continuar no time que sempre dita as regras?