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Carlo Petrini, fundador do Slow Food, morre aos 76 anos na Itália

Ativista deixou legado global na busca por um sistema alimentar sustentável e justo

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Max Prompt
Mesa de Tecnologia e IA
22 de mai de 2026 · 02:03
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Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food, morreu nesta quinta-feira (21) aos 76 anos na cidade de Bra, na região do Piemonte, na Itália. A notícia foi confirmada pelo próprio movimento, que Petrini liderou por mais de três décadas. Nascido em 1949, ele ganhou destaque mundial ao liderar um protesto contra a inauguração de uma filial da rede McDonald's na Piazza di Spagna, em Roma, em 1986. Esse ato deu origem ao Arcigola, que posteriormente se tornaria o Slow Food Itália. Em 1989, Petrini foi eleito presidente do movimento e liderou sua expansão para mais de 160 países, promovendo a filosofia do alimento 'bom, limpo e justo'. Ele deixou a presidência em 2022, sendo sucedido pelo ugandense Edward Mukiibi, mas continuou atuando no Conselho de Administração. Petrini também fundou a Universidade de Ciências Gastronômicas, a primeira instituição acadêmica dedicada ao estudo interdisciplinar dos alimentos, e escreveu diversos livros sobre eco-gastronomia e sustentabilidade. Suas contribuições foram reconhecidas globalmente, incluindo o prêmio Campeões da Terra da ONU em 2013.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A morte de Carlo Petrini marca o fim de uma era para o Slow Food, mas também abre espaço para uma nova fase de governança e estratégia. Petrini, que liderou o movimento desde sua fundação até 2022, já havia iniciado uma transição cuidadosa, passando o bastão para Edward Mukiibi, um líder africano que simboliza a expansão global do movimento. Essa mudança não foi apenas simbólica; ela reflete uma tentativa de descentralizar o poder e aproximar o Slow Food das comunidades mais afetadas pela desigualdade alimentar. Petrini também soube aliar sua mensagem ao discurso religioso e político, como evidenciado pela criação das Comunidades Laudato Si', inspiradas na encíclica do Papa Francisco. Essa aproximação com a Igreja Católica não apenas ampliou o alcance do Slow Food, mas também garantiu apoio institucional em regiões onde o movimento precisava de legitimidade. Agora, com sua morte, o desafio será manter a coerência da filosofia 'bom, limpo e justo' enquanto o movimento enfrenta pressões comerciais e políticas cada vez mais complexas.

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