Celular da babá revelou agressões no caso Henry Borel
Delegado afirma que mensagens foram cruciais para desvendar violência sofrida pelo menino.
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
O delegado Edson Henrique Damasceno, titular da delegacia policial que investigou a morte de Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021, revelou nesta terça-feira (26) que a análise de mensagens de celular da babá Thayná de Oliveira Ferreira foi crucial para desvendar as agressões sofridas pelo menino. As mensagens, retiradas do celular da babá, mostraram relatos de outros casos de violência cometidos por Jairinho, padrasto de Henry, e contradisseram as declarações iniciais de Thayná. Em uma conversa com Monique Medeiros, mãe de Henry, a babá relatou que o menino havia sido trancado em um quarto com Jairinho e saiu mancando e reclamando de dores. O delegado destacou que Monique estava ciente das agressões, mas não tomou medidas para proteger o filho. O caso, que ocorreu na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, teve o júri iniciado no 2º Tribunal do Júri.
O caso Henry Borel expôs uma complexa rede de omissões e mentiras que envolveu não apenas os acusados, mas também pessoas próximas à família. A análise das mensagens da babá Thayná de Oliveira Ferreira revelou um padrão de agressões que já vinha ocorrendo antes da morte do menino. Monique Medeiros, mãe de Henry, apesar de ciente das violências, optou por não intervir, priorizando sua relação com Jairinho. O caso também levantou questões sobre o papel dos profissionais envolvidos, como a babá e a empregada doméstica, que foram instruídas a mentir pela defesa do casal. A morte de Henry, ocorrida em um bairro nobre do Rio de Janeiro, chocou o país e trouxe à tona discussões sobre a proteção de crianças em situações de violência doméstica.