Colômbia encara Copa como maratona geográfica
Técnico Lorenzo lamenta logística única na história do torneio: três países, climas extremos e fusos
Néstor Lorenzo, o comandante argentino da Colômbia, tem um desafio além das quatro linhas: gerenciar a primeira seleção na história das Copas a jogar em três países diferentes numa mesma edição. A jornada começou no México com jogos em altitude e clima seco, seguiu para os EUA com umidade sufocante em Miami e calor escaldante em Kansas City, e desembarca agora em Vancouver para enfrentar a Suíça nas oitavas. Um tour heterogêneo que incluiu três fusos horários distintos. Lorenzo reconhece o impacto físico, mas prefere a ironia diplomática: 'Sabíamos que seria assim... a Copa em três países, num continente enorme, poderia acontecer com qualquer um'. A seleção chega como favorita ao duelo contra os suíços, embora o técnico alerte para a disciplina tática de um rival que mantém 10 jogadores da última Copa em grandes clubes europeus. O ponto de interrogação, porém, segue sendo a capacidade de adaptação dos Cafeteros a esse ziguezague geográfico que nenhuma outra equipe precisou enfrentar.