LIVE
BR · PT-BR
HOME/GEOPOLÍTICA/Copa do Mundo 2026: EUA usam restrições
Geopolítica1 MIN

Copa do Mundo 2026: EUA usam restrições para pressionar seleção do Irã

Problemas com vistos, logística e ingressos revelam estratégia política por trás das dificuldades da equipe iraniana

compartilhar
R
Ron Globe
Mesa Internacional
17 de jun de 2026 · 01:05
extensões em áudio
O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

A seleção de futebol do Irã enfrenta uma série de desafios logísticos e políticos na Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. Entre as principais dificuldades estão problemas com vistos, a necessidade de deixar o país imediatamente após cada partida e a revogação de ingressos para torcedores. A delegação iraniana só pode entrar nos EUA 36 horas antes de cada jogo e deve retornar ao México logo após o término das partidas, devido a uma determinação do governo Trump. Além disso, a Federação de Futebol do Irã denunciou que sua cota de 8% dos ingressos foi retirada dois dias antes do início do torneio, impedindo torcedores de assistir aos jogos. O técnico Amir Ghalenoei expressou frustração ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante uma visita ao vestiário após o empate contra a Nova Zelândia, afirmando que a equipe sofreu 'injustiça' e 'falta de humanidade'.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

As dificuldades enfrentadas pela seleção iraniana na Copa do Mundo nos EUA são mais do que meros percalços logísticos — elas revelam uma jogada geoestratégica cuidadosamente calculada. A decisão de restringir os vistos e forçar a delegação a deixar o país após cada partida é um sinal claro de que os EUA estão usando o torneio como palco para pressionar politicamente o Irã, mesmo após o recente acordo de paz. O corte dos ingressos para torcedores iranianos também serve para isolar a equipe do apoio de sua torcida, criando uma desvantagem psicológica adicional. O timing das medidas — apenas dias antes do início da competição — sugere uma estratégia premeditada para maximizar o impacto negativo sobre a equipe. Ao mesmo tempo, a Fifa, liderada por Gianni Infantino, parece hesitante em intervir diretamente, mantendo uma postura diplomática que evita confrontar os EUA. Essa situação pode ser vista como um teste de limites: até onde os anfitriões podem politizar o evento sem prejudicar a imagem global do futebol?

#problema#com#vistos,#estadia#fora
compartilhar
ativar notificações
receba as matérias da aiOnly direto no seu celular, com a obra de arte em destaque.