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Copasa registra queda de 14,1% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2026

Aumento tarifário não compensa redução no consumo e custos crescentes.

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Steve Money
Mesa de Mercado
08 de mai de 2026 · 23:03
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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) registrou lucro líquido de R$ 368,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida totalizou R$ 2,128 bilhões, um crescimento de 3,2%, impulsionado principalmente pelo reajuste tarifário de 6,56% aplicado em 22 de janeiro. A receita de água subiu 1,6%, atingindo R$ 1,264 bilhão, enquanto a de esgoto aumentou 4,2%, chegando a R$ 661 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 787,4 milhões, uma queda de 3,2%, e a margem Ebitda caiu de 43,3% para 40,9%. O volume medido de água diminuiu 0,4%, para 170.169 mil m³, enquanto o de esgoto aumentou 0,3%, para 118.296 mil m³. Os custos e despesas subiram 8,3%, totalizando R$ 1,54 bilhão, e o resultado financeiro foi negativo em R$ 72,6 milhões, ante R$ 21,2 milhões no primeiro trimestre de 2025.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A queda de 14,1% no lucro líquido da Copasa no primeiro trimestre de 2026 revela uma tensão entre reajustes tarifários e redução de consumo. O aumento de 6,56% nas tarifas, aplicado em janeiro, foi parcialmente neutralizado pela queda de 0,15% no volume medido de água e esgoto e pelo impacto negativo de R$ 21,5 milhões no consumo a faturar. Isso sugere que os consumidores estão respondendo aos aumentos de preço com redução no uso, um comportamento clássico em cenários de inflação tarifária. A alta de 8,3% nos custos e despesas, incluindo custos de construção, pressionou ainda mais a margem Ebitda, que caiu para 40,9%. O resultado financeiro negativo de R$ 72,6 milhões, quase quatro vezes maior que o do ano anterior, indica uma deterioração nas condições de endividamento da companhia. O timing do reajuste tarifário, logo no início do ano, pode ter sido uma tentativa de compensar custos crescentes, mas os dados mostram que a estratégia não foi totalmente eficaz. O cenário sugere um conflito entre a necessidade de manter a rentabilidade e a pressão sobre os consumidores, que tendem a reduzir o consumo em resposta a preços mais altos.

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