Copel intensifica retirada de fios irregulares em Cascavel
Mutirão removeu 16 km de cabos este ano e emitiu 908 notificações a empresas de telefonia e internet
A Copel iniciou nesta terça-feira (2/6) um mutirão para retirada de fios irregulares em Cascavel. A ação começou na Rua São Paulo, no cruzamento com a Rua 25 de Agosto, e deve se estender por mais três dias em diferentes pontos da cidade. A iniciativa faz parte do programa permanente da companhia para organizar a ocupação dos postes e aumentar a segurança da população. Equipes identificam cabos instalados na rede e removem materiais considerados irregulares ou que apresentem riscos para pedestres, motoristas e trabalhadores da manutenção urbana. Desde o início do ano, já foram retirados cerca de 16 km de cabos, o equivalente a três toneladas de fios. Além disso, entre janeiro de 2025 e maio deste ano, a Copel emitiu 908 notificações para empresas de telefonia e internet devido a irregularidades identificadas durante as fiscalizações. A última grande operação ocorreu em abril, na Avenida Tancredo Neves, onde mais de 120 postes apresentaram problemas. As próximas ações estão previstas para as avenidas Brasil e Tito Muffato.
A intensificação das ações da Copel em Cascavel revela um problema estrutural que se repete em cidades de médio porte no oeste do Paraná. A proliferação de fios irregulares está diretamente ligada ao crescimento acelerado da demanda por serviços de telefonia e internet, sem o devido acompanhamento de infraestrutura adequada. Cascavel, como polo regional, enfrenta desafios semelhantes aos de Toledo e Foz do Iguaçu, onde a expansão urbana muitas vezes supera a capacidade de planejamento e fiscalização. A presença de múltiplas empresas operando na mesma rede de postes cria um cenário de sobreposição de cabos, aumentando os riscos de acidentes e interrupções de serviço. A ação coordenada da Copel, com notificações e remoções sistemáticas, busca estabelecer um padrão de organização que beneficie tanto a segurança pública quanto a eficiência dos serviços. No entanto, a solução definitiva pode exigir investimentos em infraestrutura subterrânea, como já vem sendo discutido em outras regiões do estado. O timing da operação, próxima ao período de chuvas intensas no oeste paranaense, também reforça a urgência de minimizar riscos associados a quedas de cabos e postes.