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Debate sobre salário mínimo repercute no oeste do Paraná

Região com 32% da população recebendo até 1,5 mínimo monitora propostas dos candidatos

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
24 de out de 2026 · 03:02
/ NOTÍCIA FONTE

Durante debate na TV Globo nesta sexta-feira (23/10), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o governo Lula destruiu o poder de compra dos brasileiros. A declaração foi resposta a questionamento de Lula sobre o valor do salário mínimo. 'Hoje é dia 23 de outubro, o mês ainda não acabou. O seu salário já acabou?', disse Flávio, olhando para a câmera. O candidato do PL acusou o petista de elevar juros e aumentar o endividamento do país. Lula rebateu afirmando que, sem os reajustes acima da inflação durante seus governos, o salário mínimo seria de R$ 900. A política de valorização real do salário mínimo, marca dos governos Lula, foi interrompida no mandato Bolsonaro e retomada em 2023. Enquanto Lula propõe continuidade da política, Flávio Bolsonaro defende 'tesouraço' nas contas públicas, com cortes que poderiam economizar R$ 250 bilhões. Após críticas, o candidato do PL afirmou que não desvinculará benefícios previdenciários do salário mínimo.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O debate sobre salário mínimo ocorre em ano eleitoral marcado por disputas acirradas no Oeste do Paraná, região com forte dependência de benefícios sociais. Dados do IBGE mostram que 32% da população economicamente ativa nos 54 municípios da região recebe até 1,5 salário mínimo. O tema é sensível especialmente em cidades como Foz do Iguaçu e Cascavel, onde o comércio fronteiriço e o setor de serviços dependem do poder de compra local. A AMOP (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) já alertou prefeitos sobre impactos de mudanças na política de reajuste. Na prática, municípios da região complementam o BPC e benefícios assistenciais, criando uma rede de proteção social que seria diretamente afetada por cortes. O timing da discussão coincide com o período de elaboração orçamentária nos legislativos municipais, que tradicionalmente ampliam gastos sociais em anos eleitorais. Especialistas da Unioeste apontam que a região tem peculiaridades: enquanto o agronegócio gera superávit, o varejo e pequenos produtores são altamente sensíveis a variações no poder de compra.

#'governo#destruiu#poder#de#compra
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