Dell, Nokia e Cisco disparam com boom da IA e revivem auge dos anos 90
Empresas da era das pontocom se beneficiam da demanda por infraestrutura de inteligência artificial.
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
Empresas como Dell, Nokia, Cisco, Lenovo e Micron, que foram protagonistas na era das pontocom nos anos 1990, estão vivendo um renascimento impulsionado pelo boom da inteligência artificial. A demanda por infraestrutura de IA, incluindo servidores, componentes de armazenamento, equipamentos de rede e chips, tem gerado uma valorização significativa das ações dessas empresas. Em 2026, as sete ações subiram em média 158%, adicionando um valor de mercado combinado de US$ 1,7 trilhão. Dell, por exemplo, viu suas ações dispararem 33% em um único dia após divulgar resultados que mostraram forte demanda por seus servidores de IA. A empresa, que havia perdido mais de 80% de seu valor após o estouro da bolha das pontocom, agora vale US$ 125 bilhões a mais do que sua avaliação máxima em 2000. Yan Taw Boon, gestor da Neuberger Berman, destacou que a construção da infraestrutura de IA está se ampliando, com uma enorme suboferta especialmente no setor de hardware.
O renascimento de empresas como Dell, Nokia e Cisco não é apenas uma coincidência, mas um reflexo de uma estratégia de reposicionamento diante de um mercado em transformação. A corrida pela infraestrutura de IA criou uma demanda por hardware que essas empresas estão bem posicionadas para atender, dada sua experiência histórica em tecnologias de base. O timing é crucial: após anos de estagnação, elas se beneficiam de uma escassez de capacidade no setor de hardware, que agora enfrenta uma demanda explosiva. Além disso, a valorização dessas ações sugere uma migração de capital de empresas de software e serviços para aquelas que fornecem os componentes físicos necessários para a expansão da IA. Esse movimento pode ser visto como uma resposta ao domínio recente de gigantes como Google e Microsoft no campo do software de IA, com empresas de hardware buscando recuperar relevância em um ecossistema cada vez mais dependente de infraestrutura robusta.