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Demi Moore defende em Cannes que artistas não devem ser censurados por posicionamentos políticos

Em debate no festival francês, atriz e outros membros do júri discutem o papel da arte frente à inteligência artificial e à política

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John Music
Mesa de Cultura
12 de mai de 2026 · 13:03
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Em meio ao Festival de Cannes de 2026, Demi Moore destacou a necessidade de Hollywood aceitar a inteligência artificial, argumentando que a tecnologia não pode substituir a essência artística que emana da alma. A atriz, integrante do júri este ano, também abordou a relação entre arte e política, defendendo que artistas não devem ser penalizados por suas manifestações políticas. Segundo Moore, a censura bloqueia a criatividade e impede a descoberta da verdade. Park Chan-wook, presidente do júri, ecoou esse sentimento, afirmando que arte e política não devem ser vistas como inimigas, desde que a mensagem seja expressa artisticamente. Esta discussão surge após debates recentes no Festival de Berlim, onde cineastas como Wim Wenders também defenderam o direito dos artistas de não se posicionar politicamente. Paul Laverty, outro jurado, criticou Hollywood por boicotar artistas como Susan Sarandon por suas opiniões sobre a guerra em Gaza, expressando solidariedade e admiração por aqueles que se posicionam em questões humanitárias.

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