Eliminação da Alemanha na Copa expõe crise estrutural do futebol alemão
Imprensa alemã critica desempenho e aponta falhas; seleção acumula fracassos desde 2014.
A Alemanha foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 nesta segunda-feira (29) após perder para o Paraguai na disputa de pênaltis, após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e prorrogação sem gols. A imprensa alemã retratou a eliminação como mais um grande fracasso da seleção nas últimas edições do Mundial. O tabloide Bild descreveu a atuação alemã como 'verdadeiramente péssima', destacando o nervosismo na disputa de pênaltis e a controvérsia envolvendo o gol anulado de Tah na prorrogação. O Frankfurter Allgemeine apontou que essa foi a primeira eliminação da Alemanha desde os 'tempos áureos' de 2014, enquanto a revista Kicker criticou a atuação 'questionável' do árbitro marroquino, que não marcou um pênalti claro para a Alemanha. A campanha alemã no Mundial foi descrita como precoce e frustrante, com a seleção demonstrando fragilidade em momentos decisivos.
A eliminação da Alemanha na Copa do Mundo de 2026 revela mais do que uma simples derrota esportiva; expõe uma crise estrutural no futebol alemão. Desde o título de 2014, a seleção vem acumulando fracassos consecutivos em mundiais (2018, 2022 e agora 2026), indicando uma falha na renovação e na adaptação tática. A pressão sobre Julian Nagelsmann, técnico que assumiu com a promessa de revitalizar o time, só aumenta. A imprensa alemã, ao destacar o nervosismo nos pênaltis e as falhas do VAR, desvia parcialmente o foco do problema central: a falta de líderes em campo e uma geração que não consegue reproduzir o sucesso das gerações anteriores. O timing da eliminação também é estratégico: com a Eurocopa em 2027, a DFB (Federação Alemã de Futebol) enfrentará pressão para reformular o projeto, possivelmente buscando mudanças na comissão técnica e na base. A derrota para o Paraguai, uma seleção considerada inferior, acende o alerta máximo para a necessidade de uma reinvenção urgente.