Fifa vetou café na camisa brasileira, mas o Brasil achou o buraco no regulamento em 1982
Em meio a uma disputa financeira e política, a seleção brasileira driblou a proibição da Fifa para exibir o ramo de café em seu uniforme durante a Copa do Mundo
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A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
Em 1982, o Brasil encontrou uma brecha criativa para contornar a proibição da Fifa de exibir marcas nos uniformes das seleções. A CBF havia fechado um acordo milionário com o Instituto Brasileiro do Café (IBC), que pagaria US$ 3 milhões — cerca de US$ 12 milhões em valores atuais — para que a camisa da seleção exibisse um ramo de café. João Havelange, então presidente da Fifa, foi claro: 'A seleção brasileira não jogará em certames oficiais com propaganda'. Mas a CBF argumentou que o ramo de café não era publicidade, e sim um símbolo do maior produto de exportação do Brasil. A estratégia funcionou, e o Brasil desfilou o símbolo do café na Espanha sem enfrentar punições. O episódio revela como, mesmo sob regras rígidas, o futebol sempre deu espaço para o 'jeitinho brasileiro'.