Flávio Bolsonaro articula reconciliação com Michelle em meio à pré-campanha
Senador visa fortalecer base parlamentar e unificar família Bolsonaro para 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desejou melhoras à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que não compareceu à convenção do PL no Distrito Federal devido a crises de enxaqueca. Michelle foi oficializada como pré-candidata ao Senado pelo DF, mas sua ausência frustrou expectativas de um primeiro ato público ao lado de Flávio após reconciliação familiar. O senador destacou a importância de eleger Michelle e Bia Kicis (PL-DF) para fortalecer o Senado e, segundo ele, garantir que os ministros do STF respeitem a Constituição. Flávio também mencionou a necessidade de uma 'anistia ampla, geral e restrita' aos perseguidos do 8 de janeiro. A reconciliação entre Flávio e Michelle foi mediada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, após semanas de articulação e pedidos de desculpas públicos. A união é vista como estratégica para fortalecer a campanha presidencial de Flávio e buscar coligações com aliados.
A fala de Flávio Bolsonaro sobre um 'Senado forte' é menos sobre o respeito à Constituição e mais sobre construir uma base parlamentar sólida para blindar sua possível presidência. O timing da reconciliação com Michelle não é casual: faltando dois anos para as eleições, o PL precisa unificar a família Bolsonaro para evitar desgastes eleitorais. Michelle, como pré-candidata ao Senado, é peça-chave nessa engrenagem, pois carrega parte do capital político da família e pode atrair votos conservadores. A menção ao STF e ao 8 de janeiro é um aceno ao eleitorado de extrema direita, que vê o Supremo como adversário. Por trás da narrativa de união, há uma trama de sobrevivência política: sem Michelle, Flávio perde simpatia de parte do eleitorado bolsonarista. A mediação de Valdemar Costa Neto revela a preocupação do partido em evitar rachas que possam minar a campanha presidencial. O que parece um desejo de melhoras é, na verdade, um cálculo eleitoral.