Fonseca na roleta russa de Montreal: folga, classificado e depois o abraço do campeão
Sem os 3 mosqueteiros do tênis, brasileiro vira cabeça de chave e herda chave com Shelton e fantasmas do passado
O sorteio de Montreal desenhou para João Fonseca um roteiro típico de filme de faroeste: primeiro a calmaria enganosa, depois o perigo escondido atrás da poeira. Com a ausência de Djokovic, Sinner e Alcaraz - a trindade sagrada que domina o circuito -, o carioca herdou o status de cabeça de chave e a folga inicial que vem com ele. Mas o alívio termina aí. Nas oitavas, espreita Ben Shelton, o atual campeão que não perdeu a mania de comemorar como se tivesse descoberto a pólvora. E se passar por ele, lá vem Mensik, o tcheco que já encostou o brasileiro na lona em Paris. Enquanto isso, Zverev cola o cartaz de favorito nas costas após duas finais de Grand Slam consecutivas. O cenário é claro: ou Fonseca aproveita o vácuo deixado pelos ausentes para conquistar território, ou vira coadjuvante na festa alheia. O Masters 1000 promete - sempre promete - ser o palco perfeito para revelar em que pé está a geração que tenta furar o cerco dos mesmos de sempre.