Gisele Bündchen prioriza família e recusa 99% das propostas de trabalho
Modelo reflete sobre mudança de foco após anos como líder da indústria da moda.
Gisele Bündchen, uma das modelos mais reconhecidas mundialmente, revelou em entrevista ao portal i-D que recusa 99% das propostas de trabalho que recebe. A modelo, que deixou o Brasil aos 15 anos para morar em Tóquio e enfrentou desafios como a barreira linguística, alcançou o auge da carreira ao ser considerada a modelo mais bem paga do mundo por 12 anos consecutivos pela Forbes, acumulando cerca de 1.200 capas de revistas. Atualmente, morando na Flórida com o marido Joaquim Valente e seus três filhos, Gisele prioriza a vida familiar sobre a profissional. Ela explicou que a decisão de recusar a maioria dos trabalhos é baseada na ponderação entre compromissos profissionais e momentos pessoais importantes, como acompanhar os jogos de vôlei da filha ou passeios no parque com o filho. Gisele também refletiu sobre o conceito de sucesso, questionando se ele está relacionado ao poder, dinheiro e fama ou à capacidade de desfrutar de momentos simples com a família.
A mudança de foco de Gisele Bündchen, de uma carreira globalmente dominante para uma vida centrada na família, reflete uma tendência crescente entre profissionais de alto perfil que buscam equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Nascida em Horizontina, Rio Grande do Sul, Gisele iniciou sua carreira internacional em Tóquio, enfrentando desafios culturais e linguísticos que moldaram sua resiliência e perspectiva global. Após anos de intensa atividade profissional, incluindo trabalhos em cerca de 360 dias por ano, ela agora valoriza a qualidade de vida e a presença ativa na criação dos filhos. Essa transição pode ser vista como parte de uma mudança cultural mais ampla, onde o sucesso é cada vez mais associado ao bem-estar pessoal e familiar, em contraste com as métricas tradicionais de poder e riqueza. A escolha de Gisele por limitar o uso de tecnologia e manter o celular no modo silencioso também sugere uma busca por desconexão digital, uma prática que ganha adeptos em meio à crescente conscientização sobre os efeitos da hiperconectividade na saúde mental.