Greve na USP perde força com votação pelo fim da paralisação
Após quase dois meses, movimento estudantil enfraquece com unidades importantes já retomando atividades
A greve estudantil na Universidade de São Paulo (USP) caminha para seu fim após assembleia geral aprovar nesta segunda-feira (8) o encerramento da paralisação iniciada em 14 de abril. A decisão final, no entanto, ainda depende de votação individual em cada curso. O movimento já dava sinais de enfraquecimento nos últimos dias, com estudantes de unidades estratégicas como Direito, Politécnica e Medicina retomando as atividades. Segundo levantamento da Reitoria, das 43 unidades da USP, apenas 19 ainda mantinham alguma paralisação. A mobilização, liderada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), tinha como principal demanda o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). Os estudantes exigiam que o auxílio integral chegasse a R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista, mas a USP propôs reajuste baseado no IPC-FIPE, levando os valores a R$ 912 (integral) e R$ 340 (parcial). Além disso, a greve buscava melhorias estruturais no restaurante universitário, nas moradias estudantis e no Hospital Universitário (HU), que teria perdido cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década. O movimento estudantil acompanhou inicialmente a greve dos servidores técnico-administrativos, que já encerraram sua paralisação após conquistar avanços salariais.