Higuita e o fantasma de Escobar: quando o futebol dança com o narcotráfico
Justiça colombiana confisca imóvel do ex-goleiro ligado ao cartel de Medellín, revelando os laços obscuros entre o esporte e o crime organizado nos anos 1990
René Higuita, o goleiro que eternizou o 'escorpião' como gesto esportivo, agora vê sua vida virar um thriller jurídico. O tribunal colombiano não comprou a narrativa do ex-atleta sobre a compra 'limpa' de um imóvel em Medellín em 1992 - ano em que Pablo Escobar ainda comandava seu império de sangue e cocaína. A casa, segundo as investigações, passou por uma coreografia de laranjas e documentos falsos antes de parar nas mãos do ídolo do Atlético Nacional. Higuita alega inocência, mas o caso escancara como o futebol colombiano dos anos 90 foi um balé perigoso entre astros do esporte e sombras do narcotráfico. Enquanto o recurso do ex-goleiro não é julgado, a propriedade segue em seu nome - assim como permanece a dúvida: quantos outros 'presentes de grego' o cartel deixou nos gramados da Colômbia?