História do voto: mulheres do RN tiveram feitos inéditos
Rio Grande do Norte foi pioneiro no voto feminino no Brasil em 1927.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
A história do voto feminino no Brasil teve um marco inicial no Rio Grande do Norte. Em 1927, o estado foi pioneiro ao permitir que mulheres votassem e fossem votadas, graças à Lei Estadual nº 660, sancionada pelo governador José Augusto Bezerra de Medeiros. A primeira eleitora brasileira foi Celina Guimarães Viana, professora de Mossoró, que se alistou em 25 de novembro daquele ano. Pouco depois, em 1928, Alzira Soriano tornou-se a primeira prefeita eleita no país, assumindo a prefeitura de Lajes. Esses feitos foram possíveis devido à mobilização de grupos feministas e ao apoio de líderes políticos locais, que desafiaram a misoginia vigente na época.
A conquista do voto feminino no Rio Grande do Norte não foi um evento isolado, mas resultado de um contexto histórico específico. Na década de 1920, o estado vivia um período de efervescência política e social, com debates sobre modernização e direitos civis. A Lei Estadual nº 660, que permitiu o voto feminino, refletia essa atmosfera progressista. Além disso, a atuação de mulheres como Celina Guimarães Viana e Alzira Soriano foi crucial para consolidar essa mudança. Elas não apenas exerceram seus direitos políticos, mas também inspiraram outras mulheres a lutar por igualdade. O RN, portanto, não apenas liderou, mas também simbolizou uma transformação cultural que se espalharia pelo país.