IA na educação: desafio iminente e disputa pelo futuro do ensino
Especialistas alertam para a necessidade de regulação e capacitação diante do avanço tecnológico.
Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, e Felipe Amaral, professor da mesma instituição, alertam para os desafios e oportunidades que a Inteligência Artificial (IA) traz para a educação. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, os autores destacam que a IA já está presente nas salas de aula e precisa ser compreendida e incorporada de forma crítica e responsável. Eles argumentam que a tecnologia pode personalizar o aprendizado, mas também pode ampliar desigualdades se não for adequadamente regulada. O texto enfatiza a necessidade de capacitação dos educadores e a criação de políticas públicas que garantam o uso ético e inclusivo da IA na educação.
O artigo de Costin e Amaral revela uma preocupação estratégica com o impacto da IA na educação, mas também reflete uma disputa mais ampla sobre quem controla o futuro do ensino. A ênfase na capacitação de educadores e na regulação sugere que o setor público está tentando recuperar terreno perdido para empresas de tecnologia, que já oferecem soluções educacionais baseadas em IA sem supervisão estatal. O timing do texto coincide com avanços recentes de modelos como o ChatGPT, que desafiam métodos tradicionais de ensino. Os autores, ligados à FGV, têm interesse em posicionar a instituição como líder no debate sobre IA na educação, buscando influenciar políticas públicas e garantir espaço em um mercado cada vez mais dominado por players internacionais. A análise sugere que a incorporação da IA na educação será menos sobre tecnologia e mais sobre poder: quem define as regras do jego.