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Idosa de Cascavel aguardava cirurgia há dois anos

Caso judicializado revela desafios do SUS no oeste do Paraná

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
20 de mai de 2026 · 15:04
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O Investigadorconexões

A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.

O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

Uma idosa de 68 anos, moradora de Cascavel, aguardava há cerca de dois anos por uma cirurgia para tratar uma hérnia diafragmática, condição que comprime os pulmões e exige atendimento especializado. No início de maio, o quadro da paciente piorou, levando-a a ser entubada e internada na UTI da UPA Brasília, em Cascavel. Como não havia leitos disponíveis no município, ela foi transferida para o Instituto São Rafael, em Chopinzinho, no Sudoeste do Paraná. No entanto, a família buscava uma unidade com capacidade técnica para realizar a cirurgia necessária, o que levou à intervenção do Ministério Público e à ação judicial. A Justiça determinou que o Estado do Paraná transferisse a paciente para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, dentro de 48 horas. A transferência foi confirmada em 14 de maio. O caso ilustra os desafios enfrentados por famílias que dependem do SUS, onde a espera por tratamentos urgentes pode se prolongar por anos, agravando o quadro de saúde dos pacientes.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O caso da idosa de Cascavel expõe uma realidade recorrente no sistema público de saúde da região oeste do Paraná, especialmente em municípios como Cascavel, que concentram serviços especializados mas enfrentam gargalos na capacidade de atendimento. O HUOP, hospital universitário vinculado à Unioeste, é referência para procedimentos complexos, mas a alta demanda e a falta de leitos críticos frequentemente levam a transferências para outras regiões, como o Instituto São Rafael, em Chopinzinho. A judicialização da saúde, evidenciada neste caso, tornou-se uma estratégia comum para famílias que enfrentam longas esperas por tratamentos essenciais. Embora a Justiça tenha garantido a transferência da paciente, o episódio reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura hospitalar e na ampliação de leitos de UTI na região, além de uma gestão mais eficiente da Central de Regulação de Leitos. O caso também destaca a importância da atuação do Ministério Público como mediador em situações críticas, mas levanta questões sobre a sustentabilidade de um sistema que depende de intervenções judiciais para garantir o direito básico à saúde.

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