Jovem morre após erro em salto de rope jump em Limeira
Corda de segurança foi esquecida no chão durante prática na Ponte do Esqueleto.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado, 13 de junho de 2026, após ser lançada de uma ponte durante uma prática de rope jumping em Limeira, São Paulo. A corda de segurança, essencial para o esporte, foi esquecida no chão, resultando em sua queda fatal. O incidente ocorreu na trilha da Ponte do Esqueleto, onde a jovem havia publicado stories mostrando pulseiras de identificação e o local da atividade antes do salto. Um vídeo que circula nas redes sociais captura o momento em que dois instrutores carregam Maria Eduarda enquanto um terceiro observa, e a corda é vista abandonada no chão. Higor Diniz, testemunha do ocorrido, afirmou à EPTV que a jovem não passou pela inspeção de segurança, e que várias pessoas, incluindo crianças, assistiram à queda. Seis pessoas foram levadas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos, com três delas detidas preventivamente por homicídio com dolo eventual. Marco Antônio de Campos, presidente da Associação Brasileira de Rope Jump, classificou o erro como 'grotesco', destacando que o protocolo correto não foi seguido.
O caso de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas revela falhas graves na operação de atividades radicais no Brasil, especialmente em locais que atraem turistas e praticantes de esportes de aventura. Limeira, cidade conhecida por suas trilhas e pontes, não possui regulamentação específica para práticas como o rope jumping, deixando a segurança dos praticantes à mercê de protocolos voluntários e da competência dos instrutores. A Ponte do Esqueleto, onde ocorreu o acidente, é um ponto turístico que demanda atenção das autoridades locais e federais para garantir a segurança de seus visitantes. A falta de fiscalização e a ausência de normas claras para atividades radicais expõem uma lacuna regulatória que precisa ser urgentemente abordada. O incidente também levanta questões sobre a formação e a responsabilidade dos instrutores, que devem ser capacitados para evitar erros fatais. A prisão preventiva dos envolvidos e a investigação em curso podem servir como um alerta para outras operações semelhantes, destacando a necessidade de maior rigor e controle nas práticas de esportes radicais.