Lula vence Flávio Bolsonaro entre eleitores brasileiros na Nova Zelândia
Petista mantém predominância no país, repetindo padrão de 2022; votação no exterior tem 1 milhão de eleitores aptos
O segundo turno das eleições presidenciais brasileiras no exterior registrou votação em 186 cidades de mais de cem países. Na Nova Zelândia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 418 votos contra 101, segundo dados parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro turno, Lula já havia vencido no país com 234 votos frente aos 64 do adversário. Em 2022, o petista também liderou entre os eleitores brasileiros na Nova Zelândia, obtendo 389 votos (70,34%) contra 164 do então presidente Jair Bolsonaro. A votação no exterior possui cerca de 1 milhão de eleitores aptos. O resultado consolidado será divulgado após as 17h (horário de Brasília).
A vitória de Lula na Nova Zelândia segue um padrão já observado em 2022, mas revela uma engrenagem pouco discutida: a geopolítica do voto emigrante. Países anglo-saxões e europeus tradicionalmente elegem a esquerda, enquanto Oriente Médio e partes da Ásia preferem a direita - padrão que se mantém em 2026. O que não se diz: o voto no exterior tem peso simbólico zero no resultado final (menos de 0,5% do eleitorado), mas é tratado como termômetro midiático. A disputa no exterior serve menos para definir eleições e mais para alimentar narrativas de 'rejeição internacional' ou 'apoio da diáspora', conforme convém aos dois lados. O timing da divulgação dos resultados por país - antes da apuração nacional - não é por acaso: cria marcos narrativos que serão usados pelas campanhas, independentemente do impacto real nos números finais.