Mulher é baleada no abdômen e polícia procura suspeito de tentativa de feminicídio em Assis Chateaubriand
Vítima foi socorrida pelo Samu e encaminhada ao hospital; suspeito, companheiro da mulher, ainda não foi localizado.
Uma mulher foi baleada no abdômen na noite de sexta-feira (12) em Assis Chateaubriand, no oeste do Paraná. De acordo com a Polícia Militar, o caso está sendo tratado como tentativa de feminicídio. A vítima foi encontrada por moradores pedindo socorro na via pública, próximo a uma lixeira. Ela foi socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hospital Beneficente Moacir Micheletto, onde recebeu atendimento inicial. Testemunhas relataram que o suspeito, companheiro da vítima, teria arrastado ela pelos cabelos após efetuar o disparo e fugido em um veículo preto. Durante as buscas, a PM encontrou uma blusa supostamente pertencente à vítima, um projétil de arma de fogo na área externa da residência e uma munição intacta de calibre .38 dentro do imóvel. Familiares informaram que o relacionamento era recente e que a vítima havia sofrido agressões na semana anterior, mas não registrou ocorrência. O suspeito ainda não foi localizado e as buscas continuam com apoio da Operação Omnis.
O caso ocorre em Assis Chateaubriand, município de 34 mil habitantes na região oeste do Paraná, onde a violência doméstica tem sido um desafio crescente. Nos últimos três anos, os feminicídios na região aumentaram 15%, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. A Delegacia da Mulher local, criada em 2021, tem enfrentado dificuldades para atender à demanda crescente de casos. O Hospital Beneficente Moacir Micheletto, que recebeu a vítima, é a principal unidade de saúde da cidade e atende casos de média e alta complexidade. Recentemente, o hospital vem enfrentando problemas de infraestrutura e falta de recursos, o que pode impactar o atendimento a casos graves como este. A Operação Omnis, que está apoiando as buscas, é uma iniciativa da PM para combater crimes violentos na região, com foco em feminicídios e violência doméstica. A eficácia dessas operações tem sido questionada por especialistas, que apontam a necessidade de políticas preventivas e de apoio às vítimas.