O Brasil joga em dólares, mas não em garra
Seleção é a sétima mais valiosa da Copa, mas mercado não faz gol
O Brasil está nas quartas de final da Copa de 2026, mas não pelos méritos que esperávamos. Segundo o CIES, centro de pesquisa suíço, nossa seleção é a sétima mais valiosa do torneio, atrás de Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Portugal e Holanda. O ranking considera não apenas transferências, mas idade, minutos jogados e desempenho. Nos salários, estamos em quinto, abaixo de Portugal, França, Inglaterra e Argentina. Os números pintam um retrato de valor monetário, mas não de valor tático ou emocional. O mercado pode errar por modinha, má fase ou comissão, mas não engana: temos atletas caros, mas não necessariamente um time. Montar um esquadrão eficiente é mais que somar valores de passe — é sobre arranjo, escalação e garra. E isso, infelizmente, não se compra com dólares.