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Operação Noite Fria atende 99 pessoas em uma semana em Londrina

Ação reforçada pela prefeitura oferece acolhimento, alimentação e cobertores durante o inverno.

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
19 de mai de 2026 · 06:03
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O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

A Operação Noite Fria, intensificada pela Prefeitura de Londrina desde o início de maio, atendeu 99 pessoas em situação de rua entre os dias 9 e 15 de maio, período marcado por chuvas e queda das temperaturas. Do total de atendidos, 97 eram homens e duas mulheres, segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social. A ação tem como objetivo ampliar o acolhimento de pessoas em vulnerabilidade durante o inverno, oferecendo pernoite, alimentação, banho, cobertores e atendimento social. Neste ano, a operação começou mais cedo e seguirá diariamente até setembro, afirmou o secretário da pasta, Cláudio Melo. A estrutura foi reforçada para atender à demanda crescente, com seis servidores adicionados e duas equipes simultâneas de abordagem. As abordagens ocorrem principalmente entre 17h e 22h, utilizando ônibus e dois carros de apoio para transportar pessoas até uma casa de passagem na região do Marabá, que ampliou sua capacidade de 30 para 62 vagas. Além disso, outras unidades de acolhimento são utilizadas quando necessário. Mesmo quando o acolhimento é recusado, as equipes oferecem cobertores e mantas em parceria com a Defesa Civil. A operação também busca criar vínculos com a população em situação de rua, já que muitas pessoas inicialmente recusam o acolhimento, exigindo um trabalho contínuo de convencimento. A Secretaria estima que Londrina tenha entre 800 e 1.000 pessoas em situação de rua, com um novo censo previsto para os próximos meses.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A Operação Noite Fria em Londrina reflete um padrão de políticas públicas voltadas para a população em situação de rua, comum em cidades de médio e grande porte do Paraná. O início antecipado da ação neste ano, em maio, sugere uma resposta à previsão de temperaturas mais baixas e chuvas intensas, fenômeno que tem se repetido nos últimos invernos na região. A ampliação da capacidade de acolhimento, de 30 para 62 vagas, e a adição de servidores indicam uma tentativa de ajuste às demandas crescentes, algo que vem sendo observado em outras cidades como Curitiba e Maringá. A estratégia de abordagem noturna, entre 17h e 22h, é crucial, pois é nesse período que a exposição ao frio se torna mais crítica. A parceria com a Defesa Civil para a distribuição de cobertores e mantas reforça a integração entre diferentes setores da administração municipal, algo que tem sido incentivado pelo governo estadual. A ênfase na criação de vínculos com a população em situação de rua é um ponto importante, já que a recusa inicial ao acolhimento é um desafio comum em políticas sociais. A estimativa de 800 a 1.000 pessoas em situação de rua em Londrina, embora ainda não atualizada, sugere uma realidade que demanda atenção contínua e políticas integradas, como a conexão entre assistência social e saúde, especialmente em casos de transtornos mentais e uso de substâncias. A operação também abre espaço para a participação da comunidade, permitindo que cidadãos acionem as equipes ao identificar pessoas em situação de vulnerabilidade, um mecanismo que pode ampliar a eficácia do programa.

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