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PM apreende armas e aves após denúncia de caça ilegal em Guaraniaçu

Proprietário rural foi autuado por posse irregular de arma e caça de espécies silvestres

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
28 de mai de 2026 · 21:02
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A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.

O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

A Polícia Militar Ambiental apreendeu armas de fogo e aves abatidas após denúncia de caça ilegal em Guaraniaçu, no oeste do Paraná. A ação ocorreu na última quinta-feira (25) em uma propriedade rural da região. Segundo o tenente Thiago Rafael Ribeiro, comandante do Pelotão Ambiental de Cascavel, os policiais encontraram uma espingarda calibre 28, uma carabina calibre 22, além de 12 aves silvestres abatidas, entre elas espécies como jacu, inhambu e perdiz. Os animais foram encaminhados para análise no Laboratório de Fauna do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O proprietário da área foi autuado por posse irregular de arma de fogo e caça ilegal, crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Ele pode pagar multa que varia de R$ 500 a R$ 5.000 por animal abatido, além de responder criminalmente. A operação contou com apoio da Patrulha Rural da PM.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O caso de Guaraniaçu revela um padrão que se repete na região oeste do Paraná, onde a prática da caça ilegal persiste mesmo após décadas de fiscalização ambiental. Municípios como Cascavel, Toledo e Marechal Cândido Rondon já registraram operações semelhantes nos últimos anos, muitas vezes ligadas a tradições culturais herdadas da colonização. A presença de espécies como jacu e inhambu, citadas na apreensão, indica áreas de mata preservada que ainda resistem ao avanço da agricultura intensiva. Por outro lado, o uso de armas calibre 22 e 28 sugere uma prática que vai além da subsistência, apontando para uma atividade organizada. A atuação conjunta da PM Ambiental e da Patrulha Rural reflete a estratégia adotada pelo Estado para ampliar o controle em áreas de difícil acesso. O encaminhamento das aves para análise no IAP segue protocolos estabelecidos desde 2015, quando o órgão passou a centralizar as perícias ambientais na região. A aplicação da Lei de Crimes Ambientais, embora rigorosa, ainda enfrenta desafios na região, onde muitas vezes a fiscalização esbarra em questões culturais e econômicas.

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