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PM que matou mulher em surto com tiro na cabeça é solto após audiência de custódia

Soldado foi liberado após defesa alegar ação legítima; caso ocorre em meio a série de mortes por policiais em São Paulo.

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
16 de out de 2026 · 15:04
/ NOTÍCIA FONTE

O soldado da Polícia Militar de São Paulo, André Coelho Maximo da Costa, foi solto após audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (16/10/2026). Ele havia sido preso em flagrante após atirar e matar Camila Pereira da Silva, de 32 anos, durante uma ocorrência em Pirituba, na zona norte de São Paulo. Segundo relatos, Camila estaria em surto e se aproximou dos policiais portando uma faca, momento em que Maximo efetuou o disparo que atingiu sua cabeça. O caso foi investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e a arma do policial foi apreendida para perícia. A defesa do soldado, representada pelos advogados Gilberto Quintanilha e Mauro Ribas, alegou que a ação foi legítima e dentro dos protocolos da Polícia Militar. Quintanilha afirmou que a 'justiça foi restabelecida', enquanto Ribas criticou a prisão, classificando-a como 'cunho político e eleitoreiro'. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o caso será acompanhado pela Corregedoria da PM e que não tolera desvios de conduta. Este é o terceiro caso em uma semana em que policiais mataram pessoas em surto, totalizando 51 disparos.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A liberação do soldado André Coelho Maximo da Costa após audiência de custódia reflete um padrão recorrente em casos de uso letal da força por policiais militares em São Paulo. Nos últimos sete dias, três pessoas em surto foram mortas pela PM, com um total de 51 disparos, levantando questões sobre os protocolos de abordagem e o uso proporcional da força. A defesa do soldado argumentou que a ação foi 'legítima' e dentro dos procedimentos operacionais, mas a sequência de eventos similares sugere uma possível normalização de práticas questionáveis. A SSP destacou que o caso será investigado pela Corregedoria, mas a rápida soltura após a audiência de custódia pode indicar uma tendência de priorizar a proteção institucional sobre a apuração rigorosa. O timing do caso, próximo a eleições municipais, também pode ter influenciado a narrativa da defesa, que acusou a prisão de ter 'cunho político'. A sociedade civil e organizações de direitos humanos têm pressionado por maior transparência e reformas nos protocolos de segurança pública, especialmente em situações envolvendo pessoas em crise psicológica.

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